Em termo de análise, das obras/intervenções aqui apresentadas: Mark Jenkins, Joshua Harris, Sebastion Campion, Kacie kinzer e Bruno Gaspar.
Mark Jenkins cria uma diversidade de cenários na cidade, onde se torna impossível passar despercebido, oferece ao espectador a irreverência, onde caracteriza figuras como animais e/ou pessoas. Transforma o espaço de pertença do público em novos cenários conceptuais com uso de materiais do quotidiano.
Joshua Harris usa a ventilação da cidade e a mobilidade dos transportes públicos como motor da sua obra. Impõe-se ao público com seus monstros, seres que se tornam vivos e no minuto a seguir morrem, provoca o público no seu processo hibrído.
Sebastion Campion a partir de um simples cursor usa a tecnologia GPS como parte integrante dos resultados da experiência. O seu objecto de formas gráficas e minimalistas personaliza o espaço da cidade e acaba por incorporar-se na paisagem, onde é usado pelos transeuntes como banco ou até mesmo como transporte no seu deslocamento. É criada uma trajectória que Campion usa para ilustrar o mapa urbano online.
Kacie kinzer também coloca o seu tweenbot em trajectória, mas esta é pré-definida e impõe-se ao público numa relação muito próxima, atribui-lhe um diálogo que termina na chegada ao respectivo destino do tweenbot. Uma dinâmica surpreendente na interacção e relação com os transeuntes, perante a forma de acolhimento deste pequeno objecto móvel - tweenbot - com cariz afectuoso.
Outra intervenção que me parece interessante referir e analisar, que teve recentemente lugar na cidade de Lisboa, pelo artista plástico Bruno Gaspar, onde pediu aos sem-abrigo que fotografassem a cidade distribuindo-lhes máquina fotográficas descartáveis, a intervenção intitula-se A cidade vista por quem não consegue morar nela e teve como objectivo perceber como é a cidade de Lisboa dos sem-abrigo. As fotos vão estar em exposição e as melhores serão leiloadas e/ou vendidas para ajudar a associação CASA. Bruno Gaspar questiona a cidade através do olhar de uma comunidade específica, os sem-abrigo. A partir desta iniciativa pretende levar o projecto além fronteiras, em outras cidades como Madrid (Espanha) e Londres (Inglaterra). Disponível em: <http://www.publico.pt/Local/a-cidade-vista-por-quem-nao-consegue-morar-nela_1497504> acesso em: junho de 2011.